Rodrigo Emanoel Fernandes (Mago), um personagem à procura de uma saída.  victor_constantine@hotmail.com

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 Sobre Arte e Magia

 Triste Anedota

  

ANTÓNIO JÚNIOR

 Corto Maltese, o Bom Pirata  

 

ANTONIN ARTAUD

 O Pesa-Nervos

 O Suicídio é Uma Solução?

 Um Breve Vislumbre

 

BELCHIOR

 Pequeno Mapa do Tempo

 

BRÁULIO TAVARES

 Malassombrado

 

BUTOH

 Butoh-Punk - A Dança Das Trevas Japonesa

 Entrevista Com Kazuo Ohno

 Um Duelo Com o Solene Ato de Viver

 

CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

 A Flor e a Náusea

 Em Face dos Últimos Acontecimentos...

 

CARL SAGAN

 Contato

 

CLARICE LISPECTOR

 Escrever, Humildade, Técnica

 

CLIVE BARKER

 Os Mortos têm suas Estradas ...

 

DANTE MILANO

 Duas Mulheres Juntas...

 

FRANZ KAFKA

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FRIEDRICH NIETZSCHE

 L'art Pour L'art

 Por Uma Ética Imoral

 

GRANT MORRISON

 O Segredo das Cidades

 

HEINER MüLLER

 Peça Coração

 

HENRY MILLER

 O Caminho do Herói

 Sobre Paris ...

 

HUGO PRATT

 Carta Sobre Corto Maltese

 

 

JORGE LUIS BORGES

 Diálogo Sobre Um Diálogo

 Episódio do Inimigo

 Uma Oração

 

JULIO CORTAZAR

 Fogo Surdo

 Instruções Para Subir Uma Escada

 Morelliana

 Toco a Tua Boca ...

 

LOREN EISELEY

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NEIL GAIMAN

 Desespero

 Sobre o Amor...

 

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PAGU

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PLÍNIO MARCOS

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PRISCILA MIRAZ

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 O Lagarto

 

RODRIGO EMANOEL FERNANDES

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 A Verdadeira Face do "Big Brother"

 Carta de Apresentação da Sagrada Ordem dos Antigos Mistérios

 Encruzilhada (Trecho)

 Endopintura - concriação

 Fábula Perversa

 Fragmento de Uma Vida Possível

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 Leitores: Uma Espécie em Extinção?

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 Tentativa Paradoxal De (Mais) Uma Tradução

 

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SECHI

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 Endopintura - concriação

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 Sechiisland Micro Gallery

 

SILVA RAMOS

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SORAIA COSTA

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STEPHEN CRANE

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STEVEN PINKER

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Sagrada Ordem dos Antigos Mistérios


 
rezam as rosas

destes metais sonoros as peles de espera
travando luzes em cadeados de azul
miró lhe faz de samba, eu tristeza
vastas sensações são espera
negativos em pulso
armas de impulso
meus bolsos trancados sem álcool
um gomo em vasos póslembranças
como sufocando a carne
a foto rasgo digitalmente
argilas mesclo a bisturis
implorando belezas:
elas não falam “no more”

por improviso somente rosas
me reconheço sem rezas

Sara M.C. (24/07/06)
 Ilustração: Hurt by Krsnite


 Escrito por Mago às 03h33
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UMA ORAÇÃO

Minha boca pronunciou e pronunciará, milhares de vezes e nos dois idiomas que me são íntimos, o pai-nosso, mas só em parte o entendo. Hoje de manhã, dia primeiro de julho de 1969, quero tentar uma oração que seja pessoal, não herdada. Sei que se trata de uma tarefa que exige uma sinceridade mais que humana. É evidente, em primeiro lugar, que me está vedado pedir. Pedir que não anoiteçam meus olhos seria loucura; sei de milhares de pessoas que vêem e que não são particularmente felizes, justas ou sábias. O processo do tempo é uma trama de efeitos e causas, de sorte que pedir qualquer mercê, por ínfima que seja, é pedir que se rompa um elo dessa trama de ferro, é pedir que já se tenha rompido. Ninguém merece tal milagre. Não posso suplicar que meus erros me sejam perdoados; o perdão é um ato alheio e só eu posso salvar-me. O perdão purifica o ofendido, não o ofensor, a quem quase não afeta. A liberdade de meu arbítrio é talvez ilusória, mas posso dar ou sonhar que dou. Posso dar a coragem, que não tenho; posso dar a esperança, que não está em mim; posso ensinar a vontade de aprender o que pouco sei ou entrevejo. Quero ser lembrado menos como poeta que como amigo; que alguém repita uma cadência de Dunbar ou de Frost ou do homem que viu à meia-noite a árvore que sangra, a Cruz, e pense que pela primeira vez a ouviu de meus lábios. O restante não me importa; espero que o esquecimento não demore. Desconhecemos os desígnios do universo, mas sabemos que raciocinar com lucidez e agir com justiça é ajudar esses desígnios, que não nos serão revelados.

Quero morrer completamente; quero morrer com este companheiro, meu corpo.

Jorge Luis Borges
Elogio da Sombra



 Escrito por Mago às 04h05
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